segunda-feira, 25 de maio de 2009

Preto no branco


O que vocês acham do sistema de cotas para negros?


Minha opinião é a seguinte: poderíamos ter cotas para pobres...porque não sei se sou burra ou se essa lei é idiota...

Por exemplo: pobre, porém branco não tem direito..quem mandou nascer branco!

Negro, porém rico, tem o direito, já que deu sorte de ser negro?! Heim??É isso?

Essa cota não deveria estar relacionada com classe social ao invés de estar diretamente ligada a cor do indivíduo?? cor? Isso não é preconceito?
Não vou tentar entender...abaixo seguem algumas justificativas...

Mas aguardarei a opinião de vocês!!


Boa Leitura!


O Sistema de Cotas para Negros no vestibular justifica-se diante da constatação de que a universidade brasileira é um espaço de formação de profissionais de maioria esmagadoramente branca, valorizando assim apenas um segmento étnico na construção do pensamento dos problemas nacionais, de maneira tal que limita a oferta de soluções para os problemas de nosso país.
Vítimas de várias perseguições racistas, negros e negras sempre enfrentaram enormes dificuldades para ingressar e permaner na universidade.
Desde a formação das instituições de ensino superior no século 19, jamais houve um projeto que garantisse o acesso em massa da população negra à academia.
Hoje, os negros correspondem a apenas 2% do contingente de universitários, apesar de representarem 45% dos brasileiros.
Pesquisas realizadas pela Universidade de Brasília comprovam o déficit de renda dos estudantes negros em relação aos demais estudantes. Os dados apontam que 57,7% dos candidatos de cor preta possuem renda familiar inferior a 1.500 reais, já em relação ao grupo de cor branca esse percentual é bem menor, 30%.
A mesma disparidade é verificada quando se analisa o percentual de pessoas com renda acima de R$ 2,5 mil: 46,6% dos candidatos de cor branca estão nessa categoria, enquanto o percentual no grupo de cor preta é de 20,4%.
O reconhecimento dessa realidade e a luta da população negra por educação não são dados recentes. Em termos de ação organizada, pode-se identificar, entre outras, as reivindicações da Frente Negra Brasileira, nos anos 1940, e as propostas de Abdias Nascimento em nome da implementação de políticas públicas voltadas para o atendimento das demandas desse grupo social.

O Supremo Tribunal Federal (STF) analisa duas ações que pedem a anulação da política de cotas raciais no ensino superior.

Atualmente 34 universidades públicas mantêm ações afirmativas no vestibular voltadas para estudantes negros.

Opositores e defensores do sistema encaminharam abaixo-assinados ao STF defendendo suas posições.


8 comentários:

A Língua Nervosa disse...

ih!! eu nem li as justificativas...já tenho opinião sobre isso. Puro preconceito! Não deveria ter cota nenhuma...deveria ter sim..maior investimento na educação pública, reforma agraria, valorização dos profissionais q trabalham para os municipios e estados, divisão honesta dos bens do país, moradia digna, acesso a cultura do bem, alimentação adequada, acesso a saude, segurança pública, transporte coletivo em bom estado...aí sim poderíamos disputar TODOS de igual pra igual...sem marginalizar ninguém e sem dar vantagens pra alguns... ora..afinal democracia é ter direitos iguais e não diferentes!

Cacau disse...

Ahh.. eu já critiquei muito esse sistema de cotas, inclusive dentro de uma universidade pública.
Aliás, eu sou contra qualquer tipo de cota, ou vai me dizer que quem é pobre ou negro tem menos capacidade intelectual??
Mas é muito mais fácil facilitar a entrada de quem não aprende nada nas escolas públicas do que melhorar o ensino.

Mô. disse...

Concordo plenamente com vc. Não tem sentido cotas pela cor da pele e isso só vai abrir precedentes para outras cotas absurdas.

Esse país é uma palhaçada.

Bjs

Wsavsky disse...

São leis toscas criadas pelos novos descubridores do Brasil em troca de voto. Não estão preocupados se vão realmente usar a cota ou não, o importante é ser o autor da lei. (EX: temos lei pra celular em posto por causa de um email, funcionarios publicos não poder dar entrevista por causa da ditadura, etc.).
O problema está na educação familiar, e ensino nas escolas. Atualmente não se reprova, e os pais não educam os filhos nem acompanham o ensino dos filhos. Exemplos, conhecemos muitos.
Sou a favor de cota obrigatória pra político voltar a estudar. rs

Bandys disse...

Oi Déia,
Concordo com você.
Um país que nada é levada a sério.
Valeu pela visita. Voltarei também

Beijos e uma terça de paz.

Liciane disse...

Também concordo que deveriam então dar um maior incentivo à educação, já que o ensino aos pobres é fraco, aos pobres, e não que o ensino seja deficiente aos negros. Não vejo diferença nenhuma entre um branco pobre e um negro pobre. Se buscamos o fim do racismo, o fim do preconceito, não vejo sentido nisso. Não sou à favor de dar nada de mão beijada à ninguém. Por que uns tem que se esforçar e outros não? Então que reforcem o ensino, e quem quer crescer que se esforce. Esse negócio de distrubuição de rendas, reforma agrária (não pude deixar de comentar, pois li acima) é uma palhaçada!!! Quem quer dividir os bens dos outros é porque não possui nada!! Quero ver quem é o trouxa que vai dividir o que é seu, que ganhou batalhando!! Se mata estudando, pagando impostos, ganha por merecimento e vai ter que dividir com um bando de vagabundos?!! Que só querem vida boa, vidinha fácil… Eu não dou um centavo do que eu tenho pra esse tipo de gente. E tenho NOJO de sem terra, sem teto… baderneiros.

De Amor e de Terra disse...

Olá Déia, boa tarde (no crepúsculo).
Obrigada pela visita e pelas palavras na minha casa.
Hoje vim só para espreitar; amanhã espero vir com mais tempo, para esquadrinhar o que aqui nos dá e que me interessa muito.
Beijos

Maria Mamede

fritadadigital disse...

mais que concordar.
acho extremamente perigosa qualquer tentativa de cercear, limitar ou segregar qualquer tipo de coisa. tem é que mexer na educação básica, assim como fez a Coréia por mais de 15 anos ininterruptos.